Author: Kelly Marques
•6:42 PM


Uma jovem mexicana resolveu colocar chifres de titânio na testa e vários implantes pelo corpo, como piercings e presas nos dentes, além de tatuar-se quase 100%. O seu nome é Maria José Cristerna, ela tem 35 anos e começou a se transformar em ‘vampira’ depois de sofrer várias agressões por parte do ex-marido. Maria, que é mãe de quatro filhos, abriu o próprio estúdio de tatuagem, porque não pode exercer a profissão de advogada.
O que muita gente tem se perguntado é o motivo de Maria decidir mudar radicalmente a sua aparência física para algo estranho, incomum e que remete ao medo. Por que transformar uma imagem que, à princípio era para ser à semelhança Divina, em uma forma totalmente contrária ao que Deus criou?
Para a mexicana, o seu corpo é como um livro aberto, que revela toda a sua história. Mas, muito mais que isso, exprime as suas dores e expõe as suas esperanças.
É aí que se percebe que a tentativa de transformação vai muito além do aspecto físico – independentemente dos motivos. Acaso seria por que o exterior reflete o que está oculto internamente?
Há quem diga que se a pessoa sente-se bem desta maneira, e se o corpo é dela, não há problema algum.
No entanto, quantas não são as situações em que nem há a necessidade de mudança na aparência e, mesmo assim, a pessoa revela toda a angústia que há dentro de si? Às vezes, a imagem exterior é o reflexo de uma vida desesperada, entristecida e desorientada.
Se houvesse um espelho que refletisse o fundo da alma e mostrasse as inúmeras dúvidas incutidas nela, talvez muitas pessoas conseguissem ajuda e não precisariam chegar ao suicídio, por exemplo.
Entretanto, e se houvesse no lugar de um espelho uma transformação interna, dessas em que as pessoas também mudam radicalmente, mas de uma maneira que as aproxima do seu Criador? Que imagem elas teriam? Provavelmente, casamentos poderiam ser restaurados, esposas e maridos reconheceriam seus erros, pessoas se perdoariam e perdoariam aos outros e, sobretudo, olhariam para dentro de si e veriam que o vazio existente foi preenchido pelo Espírito que as criou.

Deus criou a sua imagem, moldada segundo o seu ser, refletino a sua semelhança.“E todos nós, com o rosto desvendando, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 4.18)
Que conceito magnífico! No entanto, essa semelhança não diz respeito á natureza física, mas á natureza espiritual.
"e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem dAquele que o criou;" (Colossenses 3:10)
 O novo nascimento arremete os filhos de Deus a outra dimensão de vida. Por mais que se profetize sobre isso, ainda assim, fica difícil para os não nascidos do Espírito compreenderem. 
Mentes  iluminadas, esclarecidas e, sobretudo, trazendo em si a imagem do Deus-Pai, os filhos de Deus  veem e pensam de acordo com Ele.



Author: Kelly Marques
•9:25 AM

 
Quando Roger acordou naquela manhã de segunda-feira, estava com a nítida impressão de que o dia ia ser de alguma forma diferente. Ele estava sozinho em um barco de pescas em pleno alto mar. O pescador era bastante experiente, já havia trabalhado muitos anos em empresas especializadas neste ramo, mas agora estava seguindo o seu rumo em sua própria embarcação.
O mar estava até certo ponto agitado, a manhã bastante nublada e os ventos impulsionavam o barco com muita força. No entanto, apesar de perceber que precisava dar atenção ao momento, acreditou que era uma nuvem que logo iria passar. Mas aquele dia exigia uma atenção maior de Roger.
Ele voltou para o interior do barco e sentiu que começou a balançar mais do que o normal. As águas agitadas esbofeteavam a embarcação a ponto de pender de um lado a outro perigosamente. As prateleiras vazias e os copos, pratos e potes de grãos lançados ao chão davam a Roger um sinal de alerta.
O marinheiro foi para fora. Os ventos uivavam forte, e em um ímpeto de susto imaginou que eles gritavam como se pedissem que tomasse cuidado. O dia estava escuro e o mar parecia entrar em motim com suas águas turvas a qualquer momento.
Roger começou a se preocupar. Estava isolado naquela imensidão, e o único jeito que tinha de se comunicar era por um sinal ou pelo rádio. Mas naquela inquietação da natureza, não conseguia sequer aproximar-se do aparelho.
Foi quando um forte vento lançou o barco com grande ímpeto para a direita. Roger foi lançado para dentro e os objetos do interior caíram em cima dele. No chão, caído, e com imensa dificuldade de se levantar, viu o aparelho de rádio próximo a ele. Roger se esforçou para alcançá-lo, mas a perna presa em baixo de uma mesa dificultava o empenho.
 O barco era lançado cada vez mais com violência para os lados, as águas já estavam invadindo a parte externa e faltava pouco para ir a pique. Roger entrou em desespero. Nada de comunicação, sinal de alerta ou ajuda. Poderia morrer ali, afundar e nunca mais ser encontrado. O marinheiro começou a sentir o corpo molhado, estava quase desmaiando, mas procurava resistir.

Até que outro forte vento impulsionou o barco para um dos lados e Roger conseguiu se soltar, pegar o aparelho de rádio e tentar pedir ajuda, no entanto, não havia sinal, estava mudo, e nada do que disse pôde ser ouvido por alguém.
Roger começou a lembrar dos vários filmes que já havia assistido de pessoas em alto mar. “Vou morrer como elas”, pensou. “Vou ficar como um náufrago que tenta sobreviver, caso consiga chegar a alguma ilha”, imaginava.
Mas essa última possibilidade parecia ser impossível de acontecer: não havia nada próximo a ele; não havia ilha, terra firme ou uma ponta de areia à vista. Não havia nada, em absoluto! Apenas mar, água e intermináveis ventos.
As ondas levantavam-se como gigantes adormecidos, e o barco à deriva era como um brinquedo nas mãos de uma criança sem coordenação motora. Roger escutou um rompimento, e a água invadiu tão rápida e intensamente a embarcação, que não houve tempo de pegar o bote e o colete salva-vidas.
O pescador foi jogado direto no mar, e o barco afundou em inacreditáveis segundos. Foi quando o marinheiro esqueceu a sua experiência e se viu ínfimo em meio à grandeza do mar furioso. Não havia mais saída, o marinheiro estava afundando, e quando passou a sentir fortes cãibras em suas pernas, que o faziam ser engolido mais rapidamente que o esperado, percebeu um toque em suas costas, virou-se e se agarrou a um pedaço de pau que se soltara da embarcação.
E, em meio àquele cenário hostil, Roger conseguiu subir na madeira e ficar ali até que tudo se acalmasse. Ele também tentou se acalmar, e parecia não acreditar que ainda estava vivo. Até que horas depois, com o céu livre de nuvens e o sol forte castigando o seu corpo salgado pelas águas, foi salvo por outros pescadores que retornavam do mar.
Para refletir
Você pode estar em meio a um grande vendaval de problemas e mergulhado em angústias, sem nenhuma saída à vista, mas talvez precise apenas olhar em volta para enxergar a solução para tanta aflição. A ajuda pode demorar a aparecer, mas quando vier deixará você tão seguro que nada será capaz de lhe fazer afundar novamente.
O Senhor Jesus está ao seu lado. Agarre-se a Ele, pois é o Único capaz de lhe manter vivo e a salvo.
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